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ENTREVISTA CEDIDA DRª BEATRIZ TENUTA MARTINS - CONFIRA

   Titulação:


Entrevista:

APAN: Quais os motivos que a levaram a escolher a Nutrição como profissão?

Como foi há muito tempo atrás (sou formada há 37 anos), a profissão não era muito conhecida. Eu queria trabalhar na área da saúde, mas não queria medicina, nem enfermagem, então busquei alternativas. Fui influenciada por um professor no colégio para saber mais sobre a nutrição e me interessei.

APAN: Qual(is) sua(s) áreas(s) de atuação e quais as mudanças mais significativas que você pode perceber no decorrer dos anos?

Atuei principalmente com Alimentação Escolar e Marketing de Alimentos. Mais recentemente, em gestão de unidades de alimentação, como consultora. Entretanto, durante a toda a minha vida atuando como nutricionista, trabalhei também como docente, em paralelo. As mudanças foram muitas para a nossa profissão, em qualquer campo de atuação. A nutrição, enquanto ciência evolui muito e as descobertas são contínuas. O reconhecimento do nutricionista como o profissional mais preparado para lidar com alimentação e nutrição também foi uma grande conquista.

APAN: Você se lembra de alguma passagem de sua história na Nutrição que conte um pouco da trajetória da profissão?

Acho que as passagens mais marcantes foram minhas atuações como presidente do CRN-3, o que ocorreu por quatro vezes, em três gestões (1992/95, 1995/98 e 2011/14), e em outra ocasião, representando o CFN, no período de 2004/05. Como a função de conselheiro dos CRNs é voluntária, sempre trabalhei ao mesmo tempo em que atuava no CRN-3, sendo muito marcante o envolvimento e comprometimento de todos os colegas que também tinham seus empregos para manter, além da atuação como conselheiros.

APAN: Para você até onde a ciência da Nutrição pode chegar?

Acho que não existe limite. A ciência da nutrição evolui junto com a ciência e a tecnologia de forma mais ampla. A nutrigenômica, por exemplo, é uma pequena amostra da influência da nutrição na vida das pessoas. A associação da expectativa e da qualidade de vida das pessoas com os padrões de alimentação será cada vez mais alvo de estudos.

APAN: Qual o papel das entidades de classe no desenvolvimento do profissional e da ciência da nutrição?

No desenvolvimento da profissão, as entidades de classe têm papel fundamental na definição mais assertiva de quem é esse profissional, qual seu papel na sociedade e para onde ele vai. Com papéis bastante distintos, os CRNs, as Associações, como a APAN e os sindicatos, podem e devem trabalhar para posicionar melhor o nutricionista no mercado e torná-lo mais respeitado.

No desenvolvimento da ciência da nutrição, talvez as entidades não tenham um papel muito marcante, a não ser o de estarem sempre acompanhando as descobertas, mudanças e novidades para esclarecer os nutricionistas e mantê-los sempre informados e com visão crítica acurada.

APAN: A Nutrição é ainda uma profissão do futuro ou já é do presente?

Já é do presente, lógico. Basta acompanhar as novas áreas de atuação que surgem, que sequer estão previstas em legislação profissional, por exemplo. Além disso, alimentação e nutrição são os assuntos do momento, mundialmente. A associação da obesidade com as doenças crônicas não transmissíveis e sua reconhecida estreita ligação com o padrão alimentar das pessoas promove a profissão do nutricionista a um patamar muito mais importante do que há alguns anos atrás. Entretanto, esse foco na alimentação e nutrição também exige profissionais com melhor formação, atualizados e com visão crítica muito apurada, pois a mídia, de uma forma geral, cria alimentos "mágicos", destrói alimentos importantes e divulga dietas e modismos sem nenhuma fundamentação científica.

APAN: Qual a sua mensagem para os estudantes de Nutrição?

Acho que devem procurar atualização constante e perceber que apenas a formação básica não é suficiente. Existem muitas áreas de atuação novas e outras ainda surgirão. Minha mensagem é que sejam ousados, críticos e responsáveis eticamente.

APAN: Dra Beatriz Tenuta sabemos do importante papel que desempenhou no desenvolvimento e projeção das entidades de classe como APAN, CRN, poderia nos dizer em sua opinião qual a importância destas entidades na vida dos profissionais de Nutrição e no que as mesmas podem ajudar estes profissionais de hoje?

As duas entidades possuem papéis muito distintos, ambos primordiais para o nutricionista. A função do Conselho Federal é normatizar a atuação, definindo as regras. Os Conselhos Regionais devem fiscalizar o exercício profissional, protegendo a população. Devem, ainda, orientar o profissional, para que a atuação seja correta e segura, sem cometer imperícia, imprudência ou negligência, conforme está claro em nosso Código de Ética. Portanto, o papel dos conselhos é primordial para separar os maus dos bons profissionais, defendo a atuação desses últimos e protegendo a sociedade que utiliza seus serviços.

Já as associações, como a APAN, estão comprometidas com a atualização técnico-científica do profissional. Portanto, extremamente importante para o nutricionista fazer parte da APAN. E, melhor ainda, se esse profissional conseguir ajudar a APAN, colaborando com as importantes atividades desenvolvidas.

       
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