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Agrotóxicos banidos continuam a ser usados no Brasil
Ser maior consumidor de agrotóxicos do mundo não é um título que o Brasil gostaria de ostentar. Mas, curiosamente, não parece querer mudar a posição nesse ranking. Em terras tupiniquins fiscaliza-se agrotóxico só em 13 alimentos, enquanto EUA e Europa analisam 300.

Mas, apesar do triste cenário atual, observa-se um novo movimento que busca remar a favor das práticas agroecológicas. Entidades, como a Asbran, e grupos organizados têm se mobilizado para reproduzir e produzir conteúdo de alerta sobre os riscos dos agrotóxicos que muitos ignoram.

Em recente entrevista ao site do Instituto Humanitas Unisinos, a professora Karen Friedrich, do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, da Fiocruz, presidente da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural – AGAPAN e coordenadora do GT de Agrotóxicos e Transgênicos da Associação Brasileira de Agroecologia, chamou a atenção para os estudos epidemiológicos que apontam para a relação entre consumo de agrotóxicos e câncer "Quando o assunto é agrotóxico e saúde, a discussão tem de ser feita a partir da perspectiva da prevenção para evitar que um dano à saúde se estabeleça”, disse.

Segundo Karen, alguns fatores contribuem para que agrotóxicos já banidos em outros países continuem sendo utilizados nas lavouras brasileiras. Entre eles, ela menciona a forma como esses produtos são analisados no Brasil, individualmente, sem considerar que durante a aplicação nas lavouras há um uso combinado de vários tipos de agrotóxicos. Além disso, destaca, a estrutura dos órgãos de vigilância e fiscalização é “precária”, o que impede o acompanhamento das populações expostas, para verificar quais são os riscos do contato com essas substâncias.

“Outras ações importantes deveriam ser feitas a partir do Estado, para melhorar a capacitação dos médicos e profissionais da saúde, possibilitando o diagnóstico das pessoas contaminadas e, consequentemente, o tratamento, quando possível”, sugere.

Apesar da resistência brasileira em banir esses produtos, Karen informa que instituições nacionais, a exemplo do Instituto Nacional do Câncer – INCA, desenvolvem campanhas e parcerias com o Instituto Internacional de Pesquisa em Câncer - IARC da Organização Mundial da Saúde – OMS, que faz “avaliações e revisões sistemáticas sobre alguns agrotóxicos”. “Os estudos feitos pelo IARC mostram que os agrotóxicos que usamos no Brasil apresentam enorme potencial de desenvolvimento de câncer em seres humanos.

Dentre eles, o glifosato foi classificado como carcinógeno humano, assim como o malathion, que é muito usado também em campanhas de saúde pública [pulverizado em campanhas de combate ao mosquito da dengue], e o herbicida 2,4-D, que foi classificado como possível carcinógeno humano”, alerta.
       
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